Um baralho com 15 cartas de sentimentos e 15 cartas de necessidades, ilustradas, criado para ajudar crianças (a partir de 3 anos) a identificar, nomear e expressar o que sentem. Baseado na Comunicação Não-Violenta de Marshall Rosenberg.
Que ferramenta linda esse baralho! Deixa eu te contar por que ele vale tanto a pena.
O que é o Educar Emoções
É um baralho de cartas pensado com muito carinho para ajudar famílias e educadores a fazerem algo que a gente raramente aprendeu na infância: nomear o que sente. São 15 cartas de sentimentos e 15 cartas de necessidades, todas ilustradas, criadas com base na Comunicação Não-Violenta (CNV) do psicólogo Marshall Rosenberg — aquela abordagem que ensina a gente a se conectar com o outro sem julgamento, mesmo em momentos de conflito.
A ideia central é linda e simples: emoção é reação, sentimento é construção. A criança sente raiva (emoção instintiva), mas o que ela vai fazer com essa raiva — como vai nomear e elaborar isso — é o sentimento. E é exatamente nesse "meio do caminho" que o jogo entra, dando palavras e imagens para o que muitas vezes a criança (e o adulto também!) não sabe explicar.
Por que funciona tão bem
O manual segue os 4 pilares da CNV, e o baralho foi feito pra tornar isso palpável pra uma criança pequena:
Em vez de "você é bagunceiro, vai ficar de castigo", a criança (e o adulto) aprende a dizer algo como: "eu me sinto frustrada quando vejo isso, porque preciso de ordem — você toparia guardar os brinquedos?". Isso muda completamente a relação: em vez de obediência por medo, nasce colaboração por conexão.
Ideias práticas para usar no dia a dia
Com pequenos (3 a 6 anos):
Com maiores (a partir de 7 anos):
Um toque especial: o manual sugere sempre começar com uma respiração antes de jogar — para os pequenos, a "respiração do ventinho" (inspira pelo nariz, solta o ar pela boca). É um jeito gostoso de trazer calma antes de mexer com as emoções.
Para uma mãe ou professora, esse baralho não é só um "joguinho" — é um convite para construir, aos poucos, um vocabulário emocional junto com a criança. E o efeito colateral mais bonito é que o adulto também aprende a se comunicar de um jeito mais empático no processo